sexta-feira, abril 07, 2006

sete de abril

Estou atrasada pra o trabalho, mas quando eu voltar, de noite, preciso escrever sobre essa coisa das pessoas falarem, meus enhores, que sou isso e mais aquilo, que sou querida, que sou amiga e blá-blá-blá, mas eu sei que hoje tem uma certa festa de aniversário pra qual eu não fui convidada. No mínimo um grande paradoxo, pois não? Se a pessoa me cobre de elogios sempre que tem a oportunidade, porque nunca sou convidada pras festas de aniversário? Bem, mais um dos mistérios que nossa vã filosofia não vai sequer tentar desvendar...
Por isso que não acredito em quase nada daquilo que me é dito, especialmente quando são esses elogios, porque o discurso costuma andar a quilômetros de distância da prática.
Enfim, por que eu perco meu tempo pensando e até escrevendo essas coisas? Porque chegar atrasada no trabalho é minha especialidade.
Quando eu tiver mais tempo, me perderi em especulações a respeito do comportamento estranho dos homens, meus senhores. Por hora, ainda bem que tenho amigas e amigos com quem contar e festas pra ir independentemente do quão volúvel sejam os outros.
Lembrei daquela ópera
"La donna è mobile
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensiero"
antes fossem volúveis só as mulheres... seria tão mais fácil de se viver, não?
afff...
Impressionante como tudo de ruim só sobra pra gente...