difícil
Pela primeira vez na vida eu vi um filme com cenas de sexo explícito. Eu só tinha visto revistas, tinha até feito uns trabalhos com imagens de revitas pornôs, mas nunca tinha visto em filme... 9 Canções é o nome do filme e acho que é um péssimo filme pra se ver quando não se tem um namorado... Mas o filme é muito bom, gostei da forma simples, banal mesmo como mostrou o cotidiano do casal.
Fiquei meio triste porque, enfim, não tenho namorado e nem amante, nem nada. E deu uma saudade das coisas mais bobinhas que aparecem, não só do sexo. É ótimo fazer sexo, mas... é só sexo. Agora amor, amor é uma coisa louca e... putz, tão rara. Fiquei triste pensando nisso.
Odeio sexo. Eu deveria ter permanecido virgem! Sexo é uma coisa estúpida e que - horror supremo! - ainda precisa da vontade e consentimento de outra pessoa pra acontecer. E, depois que você faz sexo, pronto, acabou, cria-se a necessidade e aí não tem mais volta.
A única coisa que eu me arrependo de ter feito na vida é sexo.
Meus senhores, tem algumas coisas que criam uma necessidade na gente e isso me dá nos nervos. Por exemplo, até um dia desses eu nem conhecia o Menino Dentro do Espelho, mas quando o conheci, ele me deu atenção e agora eu quero sua atenção. Odeio querer coisas que antes não existiam. Por que essas coisas vêm interferir nas nossas vidinhas, meus senhores?!
Nunca sei direito o que quero dizer pra ele, embora eu sempre queira dizer alguma coisa. Mas acho que essas conversas com o Menino Dentro do Espelho estão na categoria das coisas que não precisam de explicação alguma. Ah, estou tão cansada de tentar sempre me fazer entender. Não quero que ele me entenda. Não quero nada dele. E, ao mesmo tempo, quero tudo: quero sua atenção que é tudo o que alguém pode dar a outra pessoa. Mas, afinal, quem sou eu pra querer qualquer coisa de alguém? O que eu estou disposta a dar, o que eu tenho pra oferecer pra alguém, meus senhores?!
Para ele eu acabei de escrever:
pensando nisso q vc falou sobre a musicalidade do Van Gogh, lembrei q o Hélio Oiticica disse que não era um artista plástico pois o que fazia era música e a música é a consequência da descoberta do corpo.
fecho o ciclo da sua orelha.
abro uma veia: a vida dos exploradores de savanas, florestas e almas, é solitária... falta nas pessoas olhos pra enxergar a beleza das mariposas, falta paciência pra esperar uma flor se abrir. falta vontade de se deixar contaminar por algo maior.
quanto a mim, nem passos atrás, nem saltos no escuro, fico aqui mesmo onde estou, debruçada na varanda vendo a vida passar.
é difícil ser represa.
é difícil ser mar.
até o próximo abraço constrangido.


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