segunda-feira, fevereiro 28, 2005

28/02/05

estou ouvindo Joyce. essa mulher. adoro essa música. eu gosto bastante da Joyce.
hoje cortei os cabelos, mas preciso falar sobre isso porque fiz algo que nunca havia feito: franja. ficou beeem bizarro, mas foda-se, tudo o que eu faço com meu cabelo fica bizarro mesmo... eu sempre quis ter o cabelo do jeito que cortei hoje: aquele corte super manjado, chanel, preto, e com franja. deveria ter ficado beonito, mas, enfim, nada é perfeito, né?, especialmente quando diz respeito a mim... whatever... gostei assim mesmo porque era algo que eu sempre quis e nunca havia feito. agora eu já sei como fico de franja.
amanhã volto a trabalhar... ai... ai... ai... ai que me matam... bem, essa é a passagem mais vívida na minha memória das aulas de ELEHA 2, esse trecho da fala do Agamenon enquanto é morto pela mulher+amante dela. poxa, teria sido bem mais interessante se a amante dele e a esposa o tivessem matado, né? mas, enfim, elocubrações... elocubrações...
creio que é chegado o momento de eu ir tomar um banho. eu iria fazer um bolo agora, mas bateu uma preguiça filhadaputa e eu vou mesmo é cochilar depois do banho. farei isso porque ainda posso, afinal amanhã já começa a pré-matrícula. e não é que eu esqueci a porra da senha pra entrar na minha oferta on line?! que surpresa, não?... ai, Verônica, você é tão previsível... narf...

my asshole means a lot to me

então, o Gianluigi foi embora hoje, há algumas horas... e tudo volta ao normal, à rotina mais que conhecida... vou sentir a falta dele, mas, de certa forma, foi um alívio porque a situação ficaria insustentável em pouco tempo: ele é um cara diurno, que sonha em ter filhos e em ter uma esposa, que gosta de esportes e música animada pra dançar sempre. ele acredita que vai ter um relacionamento em que a mulher vai ser muito parecida com ele, vão gostar das mesmas coisas, vão ser como que feitos um pra o outro. eu sou uma realista: acredito que vou ter que batalhar muito pra manter um relacionamento com um cara que não vai ter muita coisa em comum comigo porque eu gosto de diferenças, de pontos de vista diferentes, gostos diferentes. detesto contos de fada com seus príncipes perfeitos e princesinhas irretocáveis. eu acredito no trabalho duro de se construir algo em comum: o relacionamento. bem, eu sou uma notívaga confessa, ociosa enquanto posso e adoro muitos estilos de música e não tenho paciência pra uma coisa só o tempo inteiro. ah, e ele ainda detesta a Maria Bethânia... o que mais posso dizer?! eu nunca poderia levar algo a diante com um cara que não respeita a Maria Bethânia. acho que isso agora vai servir pra mim como um parâmetro: a música. bem, tem gente cujos parâmetros dizem respeito ao tamanho da bunda e do peito, do salário, do tamanho do pau, da religião, da quantidade de parceiros anteriores e blá, blá, blá. o meu parâmetro será “você gosta da Maria Bethânia?”. pode até não gostar, mas se fizer pouco caso dela, putz, tá fora de cara.
acho que um outro parâmetro bom é o tipo de papel higiênico que o cara usa. pensei nisso agorinha no supermercado. eu estava comprando papel higiênico e sempre levo o mesmo, aquele macio de folha dupla, o melhor pra o meu cú, claro. mas eu sempre fico horrorizada com aqueles pacotes enormes com 8 rolos que são mais baratos e tal, mas, putamerda!, são umas lixas!!! daí fiquei pensando: porra, meu cú significa muito pra mim. acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com seus cús e gastar um pouco mais na hora de comprar papel higiênico. mas, sei lá, cada um com suas prioridades, né? mas da próxima vez que um cara vier dar em cima de mim, vou perguntar, depois de “você gosta da Maria Bethânia?” , “que tipo de papel higiênico você usa?” bem, se ele me disser algo do tipo “sei lá, tanto faz”, xiiii, péssima resposta, o cara não liga nem pra o próprio cú, por que daria valor à mim? não acredito em pessoas que não se amam, que não se cuidam, que põem os outros como prioridade em detrimento de si próprios. my ass! bem, isso também não significa que eu estou procurando um metrossexual porque tem coisas que um homem deve fazer pra justificar sua existência e uma delas certamente não diz respeito às unhas... aliás, salão de beleza é lugar que as mulheres deveriam freqüentar menos e isso não diz que os homens devam freqüentar mais. e se um cara se recusar a matar uma barata que por ventura apareça, tá descartadíssimo!!! e não me venha com aquela pergunta imbecil de e se ele for budista? meus ovos! tô nem aí pra isso! o cara tem que matar a barata!!! eu não, claro! eu odeio baratas! elas são simplesmente detestáveis!!! e fazem aquele som asqueroso de crac quando se pisa nelas e eu não quero nenhum dos meus sapatos com o solado sujo de coisa branca que sai de dentro das malditas baratas quando se crac nelas. se estivermos só eu e o cara, ele tem que fazer o serviço. não acredito em caras que não matam insetos ou animais de pequeno porte (como ratos) por coisas como religião ou porque – pior ainda – não acreditam em violência. ok, tudo bem, se eles preferirem a barata à mim, ok, eu sou forte, eu posso suportar isso, mas saibam, meus senhores, eu me restrinjo ao direito de não participar de qualquer atividade de cunho sexual, de beijo ao coito propriamente dito, com tal homem. e tenho dito.

putz, vou sentir falta do Gianluigi... foi divertido, sabe? apesar de ter ficado com os ombros e parte das costas queimados por conta do sol escaldante da Chapada, foi legal. creio que não repetirei tal façanha nos próximos anos, mas valeu a pena. ele queria muito ir. eu queria estar junto dele, então concordei. não foi um sacrifício, foi uma experiência antropológica. isso de fazer exercícios físicos com sol a pino ficou comprovado realmente não ser atividade pra mim. mas, enfim, sobrevivi e confesso que faria novamente se ele me pedisse, obviamente não no próximo final de semana e nem no restante desse ano, mas assim que eu estivesse recuperada deste final de semana, eu iria. o Giangi é um amor de pessoa, é divertido, é simples, animado, enfim, tem um monte de qualidades que eu realmente precisava ver num homem de carne e osso e eu o admiro. gostei muito de tê-lo conhecido e espero que a gente continue em contato. foi uma coisa boa conhece-lo e eu realmente preciso fazer uma atividade física porque não tenho resistência física nenhuma, que merda. é um mal necessário. acho que quero fazer krav maga pra poder dar porrada em cara abusado que insiste em me puxar pelo braço em festa como se eu fosse uma fruta na banca que o primeiro mané abusado que chega, leva. pau no cú dos abusados e, enfim, o Giangi foi uma pausa na minha fase homens-morram-com-dorrrr, menos os meus amiguinhos queridos, claro.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

16/02/05

o nome dessa foto é "lesões verrucosas nevo verrucoso" e a outra é "murderous desire - amor-mais-que-perfeito"





trabalho antigo, mas eu gosto.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

ai

pois é, estou acordada ainda. tenho que me levantar em menos de 3 horas mas ainda nem fui me deitar... estou aqui, assim sem saber o que fazer, sem saber pra onde ir, sem saber de nada. minha barriga dói. sinto cólicas, sabe? não, meus senhores, isso não é tpm, não, é coisa muito pior: paixão. é, sempre que eu me apaixono por alguém, isso dói. dói bem na minha barriga. paixão é dolorosa pra mim do começo ao fim, só muda onde a dor afeta... começa na barriga e termina no coração.
sabe, estou tendo um ataque e sabe por quê? por conta dessas palavras: "depois eu vou te buscar". foi isso o que o Gianluigi escreveu no final da mensagem que me mandou e que eu só pude ler uma única vez porque minha bateria acabou e o recarregador do bendito celular ficou no Rio... sei que ele não virá me buscar nem pra tomar um caldo de cana na rodoviária, mas essas palavras mexeram comigo de tal forma que eu não consigo me desligar, não consigo sequer pensar em ir dormir agora. sei lá o que eu faço com esse nó na garganta que vai descendo pela traquéia. parece que vou desmaiar, mas parece que estou flutuando, mas aí eu sinto que o chão me falta sob os pés, mas aí eu quero mais é que o mundo - esse mundinho besta, arcaico, provinciano e machistinha de merda - se exploda em milhões de fragmentos, até virar pó, mas aí o nó chega ao estômago e parece que eu desmaiarei agora, no meio de uma palavr

domingo, fevereiro 13, 2005

papelitos soltos que escrevi enquanto viajava

03/02/05 +- 23h
eu vejo rostos no mato, gêmeos siameses, perfil com perfil entoando cânticos. olho de novo e não há nada lá. desde que posso me lembrar, eu vejo coisas onde não há nada pra ser visto além do que existe pra ser visto. mas eu vejo rostos, pessoas, aliens, anjos, demônios, celebridades e desconhecidos. rostos que se formam e se confundem nas texturas, luz e sombra, cores.mas não são visões realistas, são mais como pinturas naïfs, chapadas, bidimensionais, e, no entanto, perfeitamente reconhecíveis. eu vejo. eles sabem que eu vejo, por isso se mostram pra mim.

13/02/05 +-0h40bem, como eu poderia não ter me apaixonado pelo Gianluigi? além de ser lindo, sensível, engraçado, cheio de vida e batalhador, ele ainda é habitante de outro país e isso, senhores, esta impossibilidade de um relacionamento concreto e possível, isto o tornou o homem perfeito, o absoluto, a essência da paixão. Eu, com todas as minhas ilusões Românticas, não poderia ter encontrado um homem melhor! este homem, este italiano de férias, será minha fuga perfeita da minha triste, soturna e pesada realidade concreta, sem grandes paixões, sem fantasias, sem saída. ele não sabe, mas me comprou uma passagem pra Terra do Nunca. e os dias que passamos juntos,preciosos momentos, seguirão me assegurando da inferioridade – dramática – de todo e qualquer envolvimento com todo e qualquer cara que se me apresente de agora em diante, a não ser que uma paixão mais impossível surja. mas não posso contar com isso, seria esperar muito da sorte... sabe, os deuses realmente realizam nossos desejos pra nos punir. só pra isso. Ainda estou a muitas horas de casa [escrevi isso no ônibus], mas já posso sentir nitidamente o peso do cotidiano nos ombros. o Rio é lindo, sujo e cheio de mendigos negros (sempre negros e sempre embriagados não sei com o quê – me senti mal como de costume: maldita classe média!), o carnaval foi ótimo e cheirava a mijo, mas agora é estar de volta ao concreto armado, à solidão de minha casa, à poeira, feiúra e pobreza de Samambaia, aos homens prosaicos com que jamais criarei laços, às mentalidades prosaicas, provincianas e débeis com quem sou obrigada a conviver. que grande merda. não, não estou apaixonada, mas deveria; se estivesse apaixonada, teria algo pra preencher esse vazio escroto. vazio escroto. vazio escroto. não consigo achar uma definição melhor... me falta imaginação, palavras, coragem. me falta Gianluigi.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Viagens

Eu não queria ter vindo pra casa agora. Queria ter ficado zanzando por aí. Andando à esmo. Sei lá. Apenas não queria ter entrado agora. A noite está boa pra ser andada. Está serenando. Gosto dessa chuvinha fraca e pouca. Gosto de andar de noite, apesar de sentir um certo receio. Pessoas são roubadas, seqüestradas e mortas todos os dias em todos os lugares. Talvez eu acabe fazendo parte dessas estatísticas de violência urbana. Talvez seja só uma questão de tempo. Mas isso não faz com que eu sinta menos vontade de andar por aí de noite. Ah, merdas acontecem a qualquer hora, de qualquer forma. Mas andar de dia é ruim, tem sempre calor e muita gente circulando. Detesto calor, sol rachando os miolos e pessoas transitando por lugares onde eu sinto que deveria estar sozinha. Não gosto muito de pessoas. Acho que nunca gostei. Nunca conseguiria me envolver numa dessas causas humanitárias e nem fazer nada do tipo “primeira dama”, coisas como abraçar criancinhas desnutridas, visitar moribundos em hospitais e coisas do tipo. Bem, eu não consigo ter esse nível de aproximação com desconhecidos. Não gosto de tocar em desconhecidos. E, na esmagadora parte do tempo, prefiro que os desconhecidos permaneçam assim: desconhecidos. Nossa, como eu detesto pessoas desconhecidas que falam comigo em filas, em ônibus, em salas de espera. Eu lá tenho cara de quem quer conversar?! Eu sempre ando seriamente, concentrada nos meus pensamentos, e normalmente estou com fones de ouvido. Por que, por que mesmo assim algumas pessoas insistem em me interromper nos meus solilóquios e falar sobre suas vidas das quais eu não tenho o menor interesse?! Que necessidade grotesca de falar é essa?! Que coisa mais bizarra!!! Argh!
Amanhã de tarde eu vou pra o Rio de Janeiro. Vou de ônibus. Tenho medo de quem possa sentar ao meu lado porque o ônibus já tava quase lotado quando comprei minha passagem e só havia lugar ao lado de outras pessoas... Espero que seja alguém que tenha o bom senso de, ao me ver lendo, cochilando, preenchendo palavras cruzadas ou simplesmente contemplando a paisagem e ouvindo meu discman, não me interrompa pra falar sobre qualquer bobagem de sua vida. Eu não gosto de ser grossa com as pessoas, mas parece que tem gente que gosta de levar fora! Não, eu não sinto nenhuma necessidade de falar com estranhos nesse tipo de ocasião. Na verdade, só falo mesmo com estranhos pra pedir informações a respeito de como ir a tal ou tal lugar. Só. bem, vamos torcer pra que ninguém fale comigo a não ser que seja por extrema necessidade de ambas as partes.
Ah, estou ouvindo um cd que meu sobrinho pirateou pra mim do Ramones. Só vou levar cd’s piratas pra viagem porque morro de medo de perder os poucos originais que tenho... Já fiz a lista com tudo o que lembrei que devo levar. Preciso fazer listas porque senão eu esqueço de levar e depois de trazer de volta sempre alguma coisa que me fará falta. Minha memória é uma bosta.
Acabei de lavar umas peças de roupa q eu quero levar pra viagem pq minha máquina está com um cano arrebentado. Quando eu voltar, terei q comprar outro pq lavanderia fica muito caro e nada prático pq tenho q levar e buscar sacolonas de roupa... A geladeira está descongelando. Bem, eu deveria ter feito isso no final de semana, mas nada como a pressão inspiradora das vésperas! Também estou cortando as unhas porque talvez não dê tempo amanhã. Enquanto isso, minha mochila continua vazia... Affff...Bem, ok, vou lá preencher o vazio interior da minha mochila e, quem sabe, dormir até um pouco mais tarde. Boa noite pra quem é de boa noite.