16/06/05
“pobre menina, não tem ninguém...”
seria tão bom ser querida...
putz, isso é que é carência...
sei lá, acho que estou me acostumando a ficar sozinha. bem sozinha mesmo. Pra mim isso até que é bom porque eu tenho mesmo que me acostumar já que devo ficar cada vez mais só. imagina quando minhas amigas e amigos estiverem tod@s casad@s?! bem, pelo menos já estou começando a me preparar melhor: pretendo ir sozinha, nesse recesso, ao cinema o tanto quanto possível ou necessário. Whatever. Já que não pretendo cometer suicídio (não por hoje), tenho que fazer algo a respeito da vida. Sei que sou dependente demais das minhas amigas e amigos, mas quero e vou mudar. Não pretendo me isolar, de forma alguma, muito pelo contrário, mas preciso me acostumar à idéia de que não poderei contar com o tempo del@s, talvez eu só fale com el@s raramente por e-mail ou ligações esporádicas. Não, não é triste, é a realidade, é a vida. Sei lá porque, mas agora essa coisa de levar uma vida solitária não me pareceu tão triste, tão angustiante quanto ontem, quando achei que fosse desmaiar de tanta tristeza... (acho que nasci no século errado, acho que eu seria uma ótima poeta Romântica da terceira geração, pois não?) mas agora, agora mesmo, agora, agora não. talvez eu morra antes dessa solidão total. Talvez eu nunca me sinta imersa nessa solidão total porque eu sempre terei colegas de trabalho, parentes e – meus favoritos nos momentos de solidão – a música e os livros.
Talvez eu sinta sempre, mesmo que com enorrrrrmes espaços de tempo, essas pontadas de emoção, esse nervosismo, essa coisa desajeitada e boba que é achar que alguém gosta de mim... mesmo que esse sentimento bom de esperança siga-se à certeza de que eu sou ridícula... ah, foda-se. Nem eu posso ser infeliz 100% do tempo... alguma parte fica reservada pra apatia, outra pra o ódio, e umas fraçõezinhas de alegriazinhas minúsculas e efêmeras.
...
Eu sei que ele não gosta de mim. Eu sei disso. Meu intelecto grita isso. Mas eu vou fazer de conta que sou eu e vou pra casa mais leve. Vou olhar a lua. Vou querer lamber as estrelas e levar choques na ponta da língua, beeem de leve. Choques não, é como quando tomamos vitamina C efervescente e sentimos aquelas cócegas na língua. É, é isso: vou lamber as estrelas e sentir cócegas na ponta da língua. Vou beijar a lua, acariciar a noite. Vou acariciar seus cabelos prateados, penteá-los com meus dedos magros. Vou mergulhar meu corpo esquálido na noite macia. Tão macia quanto a idéia de que alguém pensa em mim. Eu vou fazer de conta que alguém pensa em mim no seio da mais profunda noite. Ele pensa em mim porque eu quero. Eu quero. Eu quero. Foda-se o saber, viva o querer!


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